domingo, 18 de maio de 2008

O que temos aqui é um clássico exemplo de como uma dividida pode ser feita com com naturalidade e gentileza.
Para quem não está acostumado com este tipo de tratamento entre os jogadores sugerimos que assistam este vídeo e reflitam sobre o sentido da vida. Para os que já viram este tipo de coisa antes, pedimos para que se relembrem deste momento mágico que raramente tornará a acontecer novamente.
P.S.:Tirem as crianças da sala...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

E Quando a(s) Bola(s) é a Vilã (ou Vítima)



É meus caros amigos, nós, do meio futebolistíco, sabemos quantas vezes a bola é castigada impiedosamente por artistas em fim de carreira ou fartos em estupidez. Mas o que venho a mostrar-lhes aqui é uma singela amostra de como a bola é surrada por aí a fora, e também os meios pelos quais ela se vinga (hihihohohuhu).Coloquei alguns "singelos" exemplos desses casos.
Por 1º nós temos um jogador do Atlético (PR) se revoltando contra um jogador do Coritiba (PR), segundo as nossas fontes, nada confiáveis, o incidente ocorreu porque o jogador coxa-branca teria ofendido as mais remotas gerações da família do jogador atleticano e que lhe teria ocasionado um distúrbio emocional, provocado por traumas em sua infância. O rubro negro vingou-se desferindo um golpe baixo no adversário, inspirado em Karate Kid (ou qualquer outro filme de artes marciais), ele tomou distância, veio correndo com tudo e acertou em cheio os testículos do oponente. A equipe médica nos informou que o jogador do Coritiba não mais poderá ter filhos, até porque ambos os testículos estão perdidos por aí.
Segundamente avaliamos uma cena chocante, um lance eletrizante, uma coisa incrível: A cena do acasalamento entre o canário do pinto-duro e o viado hermano, além de raro é marcado por uma das mais lindas coreografias do reino animal no qual a bola ocupa um lugar central. Primeiro o viado se agacha e, olhando fixamente para a bola, baixa a guarda o suficiente para que o canário possa concluir o lance com tranqüilidade.Lindo!
Por último, mas não menos importante, temos a tão esperada e planejada vingança da bola. A redonda, cansada de apanhar, resolveu dar o troco, encheu a cara do jogador, que minutos antes havia pisado na bola e, ao cobrar o pênalti, mandou a bola para lateral. É.. já dizia o velho deitado: Aqui se faz, aqui se leva!

É isso aí pessoal, para aqueles que tiveram tempo e paciência para ler estes incríveis comentários, eu deixo as minhas congratulações.

domingo, 11 de maio de 2008

Bola Hi-Tech: Será o fim da Emoção ou da Dúvida?

Quantas vezes, ao ver o replay, os torcedores confirmam o que juraram terem visto, e que o juiz não viu: a bola saindo pelas linhas laterais ou até mesmo entrado pela meta. É isto que a Adidas, em parceria com o Instituto Fraunhofer e a empresa de software Cairos Technologies tentam evitar com essa nova bola, ao invés de confiar a uma única pessoa (algumas raras vezes os bandeirinhas servem para alguma coisa) a função de monitorar o percurso da bola, haveria um sensor dentro da bola, que seria captado por antenas instaladas no estádio, e que avisariam o árbitro caso a bola cruzasse uma das quatro linhas.
Mas não foi por teimosia da FIFA que esta bola não foi usada na Copa de 2006, segundo pesquisadores a tecnologia ainda não está completamente "calibrada" o que impediria a sua utilização em competições de alto nível. O próprio assessor de comunicações da Adidas diz:"A tecnologia ainda não está perfeita, estamos trabalhando em melhorias, mas precisamos estar 100% seguros de que ela funciona corretamente antes da utilização em jogos de futebol profissional". A tecnologia já foi testada com sucesso no torneio da FIFA sub-17 no Peru, mas não garante a sua utilização em curto prazo.

A Bola de Futebol e a sua Trajetória


(Bolas fabricadas pela Adidas para as Copas do Mundo, por primeiro uma bola de 63, depois as bolas das copas de 70, 74, 78, 82, 86,90, 94, 98, 2002 e 2006)


Se tem notícia de modalidades semelhantes ao futebol atual desde a China Antiga, há aproximadamente 5000 anos, onde, após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos inimigos. Depois a cabeça inimiga foi substituída por bolas de couro revestidas com cabelo, e duas equipes de oito jogadores deviam passar a bola sem deixar cair no chão,até que ela entrasse em uma das duas estacas fincadas no campo.
Cinco milênios se passaram e um dos esportes mais populares do mundo surgiu: o Futebol, e com ele veio também a bola que, juntos, se desenvolveram.No Brasil, lá pelo final do século XIX, existiam apenas três marcas de bola,eram elas:Shoot (da Inglaterra, trazida por Charles Miller),a Fussball (da Alemanha, trazida por Hans Nobiling) e Dupont (da Suíça). Todas tinham uma abertura, por onde entrava a câmara inflável de borracha, porém, o cadarço que amarrava a fresta podia machucar aqueles que tentassem cabecea-lá, por isso, os mais precavidos, usavam uma touquinha.
Já na década de 40, as bolas, que já eram produzidas no Brasil, possuiam uma costura interna e dispensavam a abertura e o cordão, mas o couro marrom encharcava nos dias de chuva ou em campos cheios de lama. Oberdan Catani, goleiro do Palmeiras e da Seleção na década de 40 disse certa vez sobre a bola: "Ficava tão pesada que eu tinha que jogar de esparadrapo nas mãos e os homens de linha tinham que enfaixar os pés".
A partir da copa de 62 as bolas começaram a possuir 18 gomos, tornando-se menos defeituosas e mais duradouras. A sua cor branca, geralmente restrita aos jogos noturnos, virou regra após a Copa de 70. Atualmente as bolas utilizam-se de enorme tecnologia na sua produção e material de excelente qualidade,como exemplo dessa evolução podemos citar a bola da Copa de 94 que possuia diversas camadas de material sintético que visavam potencializar os chutes e apresentavam alta durabilidade e resistência.
A bola usada em 2006 utilizou-se de muita tecnologia. Fabricada com 14 gomos, a nova bola foi exaustivamente testada nos laboratórios até que pudesse ser aprovada FIFA (FederaçãoInternacional de Futebol). A tecnologia empregada na bola permite que os jogadores exponham todas as suas habilidades, sem que, a cada chute, a bola perca suas qualidades e/ou seus atributos. A bola recebeu até um apelido: Teamgeist (Espírito de Equipe).
Conforme as Normas Internacionais de Futebol, a bola deve ser esférica (é sempre bom saber), com um revestimento de couro ou outro material apropriado e não pode, de forma alguma, usar na sua confecção qualquer tipo de material que possa vir a representar perigo aos jogadores. A bola deve ter uma circunferência de 68 a 70 cm, um peso de 410 a 450 g e pressão de 0,6 a 1,1 atm (600 a 1.100 g/cm³) ao nível do mar.